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  • Alessandro Sassaroli

Você tem um atraso de 40 anos no mundo dos games

Atualizado: 6 de abr.

Com 10 anos de vida, ouvi que Internet era algo ainda muito novo. É isso que você pensa sobre o mercado brasileiro de games também?


"Sassa, coloca mais verba em revista, pois internet é algo ainda muito novo".

Foi esse comentário que ouvi de um Executivo de Vendas da Editora Abril, quando eu apresentava um projeto comercial.

As entregas para o anunciante tiravam proveito das múltiplas audiências que existiam naquele que era em um dos maiores grupos de mídia da América Latina.

Os anunciantes já podiam contar com uma empresa que produzia conteúdos para TV, Revista, Jornal, Internet, Celular, Eventos, fora uma operação bastante rica de dados e logística.

Isso foi em 2010.

Naquele momento a empresa já havia passado pela primeira bolha da internet, tinha os maiores sites do país em seus segmentos. Existia inclusive uma área dedicada a esse tipo de negócios, a Abril Digital.

Internet, naquele momento, já tinha por baixo 10 anos de vida no Brasil. Uma década de vida adulta, com empresas e investimentos já consolidados. Inclusive da própria Abril.

Ainda assim, não houve forma de convencer o sujeito.

Vendemos, mais uma vez, papel pintado para o patrocinador.

Se você esteve em cima da calota terrestre nos últimos anos, sabe o que aconteceu com a minha saudosa Editora Abril.

Passei 10 anos da minha vida lá dentro. E sou muito grato por isso. Foi ali que aprendi sobre conteúdo e projetos publicitários.

Agora que escrevo sobre isso (é a primeira vez que falo dessa parte da minha vida), o sentimento é o de melancolia.

A empresa deu de ombros para seus consumidores. Fincou pé em seus credos (afinal, foi eternamente-enquanto-durou líder de mercado).

Ao invés de pensar no conteúdo, se apegou ao meio.

Em um exagero hipotético, imagine a Netflix não dar um passo a frente, pois tinha compromisso com sua fábrica de fitas VHS.

A gente joga videogame no Brasil desde o final da década de 1970

Uma das palestras que mais gosto de fazer é a "Brasil, a Pátria Gamer".

Ali mostro como a gente já está imerso nesse mundo faz mais de 40 anos.

Telejogo, Atari, Nintendinho, Mario, Sonic, Donkey Kong, Pac Man, Tetris, Locadora, Lan House.

Tenho certeza que você sabe o significado de algum desses termos.

Assim como você não precisou fazer um curso de extensão para entender o mundo da Disney, nem um MBA para entender o mundo de Axé ou Sertanejo, com o mundo gamer não poderia ser diferente.

Antes de mais nada, entenda-o como uma manifestação cultural quase que inerente à realidade humana.

É isso que nos leva a igrejas, clubes, associações, grupos online, futebol de quarta-feira e por aí vai. Jogar, apostar e competir, são comportamentos tão antigos como a própria natureza humana.

Não se chega a um total de 82% de população jovem ou adulta jogando video games de uma hora para outra.


Enquanto algumas marcas não querem aprender, outras estão dando aulas

Em Setembro de 2019, o Itaú lançou o 3i Esportes Eletrônicos. O ciclo do investimento foi encerrado em Outubro de 2021 e segundo o site do banco, o retorno foi de 19,3%.

Após ações de patrocínio no mundo de Esports em 2021, o banco lançou o Player's Bank.

Além das benesses que se espera de uma conta digital, boa parte dos benefícios que um cliente tem estão relacionados ao mundo de games.

Como parceiros da iniciativa estão: Loud, Gamers Club, Hero Base, MIBR, Nuuvem, Acer, Loja Flakes, Ubisoft, Hype, PlayStation, XBox, Nintendo, Twitch, Ebanx e Mastercard

Como ponto de contato com o cliente, o banco oferece um canal de atendimento no Discord, plataforma amplamente usada pelo público gamer.

Quem tem papel fundamental nesse processo é o pessoal da Agência Druid.

Há notícias de investimentos do banco em desenvolvimento de jogos. A Forbes falou disso nesse artigo.

Onde o Itaú acerta ao atuar no mercado gamer

  • A instituição conseguiu entender como conectar seus produtos, serviços e investimentos com esse mercado

  • Soube adaptar, customizar e formatar ofertas que fazem sentido para esse público.

  • "Assinou" um contrato de longa duração com essa comunidade. Isso é fundamental para quem quer ser referência nesse ecossistema.

  • Escolheu parceiros de conteúdo que conseguem manter a exposição e conversa necessária para que o banco possa colher frutos nesse mercado


Já pensou em fazer um evento de games na sua loja?

Em Fevereiro de 2022, aconteceu o Festival Gamer das Casas Bahia, na sua megaloja na Marginal Tietê, em São Paulo. Uma ideia bem bacana para atrair público para o PDV, ao trazer uma agenda com Esports e influenciadores. Além do mais, esse tipo de ação torna-se mais uma oportunidade de ações cooperadas como o que aconteceu com Sony, PlayStation, Dazz e Logitech.

Em Curitiba, aconteceram duas edições do Arena Extra by Google Play. Focado em jogos mobile, o evento contou com torneios, criadores de conteúdo e ações para consumidores.

De estratégias mais complexas a eventos mais pontuais, saiba que há espaço para quase todo tipo de marca que estiver interessado em marcar presença nesse território.


Entenda de uma vez por todas como sua marca deve fazer parte do mundo dos games

  1. A Pesquisa Games Brasil te dá um entendimento bastante profundo sobre o tamanho do mercado, hábitos de consumo, relacionamento com marcas entre outros. Há um relatório gratuito que você pode acessar aqui

  2. O Kantar Ibope lançou, em março de 2022, o estudo "Data Stories - O mundo dos games". Vale a pena ler também.

  3. Quer ver in loco esse mundo acontecendo bem em frente aos seus olhos? Visite o BIG Festival (acontece em julho) e a Brasil Game Show (uma semana de evento, em outubro). A Final Level acaba de anunciar sua nova arena gamer no Shopping Santa Cruz em São Paulo.

  4. Conheça a Consultoria Expressa Marcas & Games. Em 3 encontros, você saberá como sua marca pode fazer parte desse mundo.

  5. Dia 19 de abril (terça-feira), farei uma live gratuita chamada Oportunidades para Marcas no Mundos dos Games em 2022


Quem sou eu?

Passei boa parte da minha profissional ajudando marcas a entender as oportunidades que existem no mundo dos games e dos esportes.

Após 10 anos trabalhando na Editora Abril, fui o responsável pela a vertical de esportes do YouTube e logo após lancei o YouTube Gaming no Brasil.

Hoje tenho minha própria consultoria, a sassahub.com

Quer bater um papo comigo? Meu e-mail é o sassa@sassahub.com

https://www.linkedin.com/in/alessandrosassaroli


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